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Janeiro 2015

Giovanni Accongiagioco Italia Independent: mais que eyewear

Giovanni Accongiagioco, cofundador e atual diretor da Italia Independent, sentou-se com a LookVision Portugal e revelou algumas das motivações desta verdadeira casa italiana. Juntamente com os seus companheiros de negócio Andrea Tessitore e Lapo Elkann, perseguem a conquista de um marca abrangente, que voe para lá da simples associação aos óculos.

Com um background que lhe permitia enveredar por qualquer setor, porquê escolher o mercado da ótica?

Lançámos a empresa em 2007 e queríamos criar uma marca abrangente a 360 graus. Arrancámos com o eyewear porque significava a “visão” da marca e assim começávamos pelo “topo”. Depois, sim, começámos a introduzir diferentes categorias de negócio. Porém, quando se é uma startup, é o mercado que nos dá o feedback e, neste caso, reconheceram-nos como uma empresa de eyewear. No entanto, não queremos ser identificados como tal, mas sim como uma marca transversal, e por isso continuamos a apostar nas colaborações com diversas marcas.

A vossa originalidade na aplicação de novos materiais nos óculos também provêm das colaborações que mencionou? O que motiva esta particularidade da Italia Independent?

Uma excelente pergunta! Acreditamos que não há nada para inventar na área do eyewear. Aliás, o modelo mais vendido no mundo ainda é o do desenho da Ray Ban, lançado nos anos ’30. Por isso, o que fazemos é pegar em formatos clássicos e aplicar-lhes materiais distintos. E o que se torna positivo nas colaborações com as diferentes marcas é que podemos inventar novas tecnologias, novos materiais para outros produtos e posteriormente aplicamos no eyewear. É um efeito spillover positivo. O veludo nos frontais nasceu assim, porque se trata de um material comum no dashboard dos automóveis, onde já interferimos também. Outro exemplo foi a colaboração com a Vertu, com quem lançámos um telefone especial feito com fibra de carbono. Agora estamos a transferir esta tecnologias para os óculos. Estas abordagens contribuem para a nossa estratégia de investigação e desenvolvimento.

E considera que o mercado se tornou mais complicado por causa da crise?

A crise é sempre uma oportunidade. Todos andam a chorar por causa da crise mas é “treta”. O facto é que, se não houvesse esta crise o ótico continuaria a comprar Luxottica e não havia espaço para novos players.

Encontre a entrevista completa na LookVision Portugal nº 30.


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