Giovanni
Accongiagioco, cofundador e atual diretor da Italia
Independent, sentou-se com a LookVision Portugal e revelou algumas das
motivações desta verdadeira casa italiana. Juntamente com os seus companheiros
de negócio Andrea Tessitore e Lapo Elkann, perseguem a conquista de um marca
abrangente, que voe para lá da simples associação aos óculos.
Com um background que lhe permitia enveredar
por qualquer setor, porquê escolher o mercado da ótica?
Lançámos a empresa em 2007 e queríamos criar
uma marca abrangente a 360 graus. Arrancámos com o eyewear porque significava a “visão” da marca e assim começávamos
pelo “topo”. Depois, sim, começámos a introduzir diferentes categorias de
negócio. Porém, quando se é uma startup, é
o mercado que nos dá o feedback e,
neste caso, reconheceram-nos como uma empresa de eyewear. No entanto, não queremos ser identificados como tal, mas
sim como uma marca transversal, e por isso continuamos a apostar nas
colaborações com diversas marcas.
A vossa
originalidade na aplicação de novos materiais nos óculos também provêm das
colaborações que mencionou? O que motiva esta particularidade da Italia Independent?
Uma excelente pergunta! Acreditamos que não há
nada para inventar na área do eyewear.
Aliás, o modelo mais vendido no mundo ainda é o do desenho da Ray Ban, lançado
nos anos ’30. Por isso, o que fazemos é pegar em formatos clássicos e
aplicar-lhes materiais distintos. E o que se torna positivo nas colaborações
com as diferentes marcas é que podemos inventar novas tecnologias, novos materiais
para outros produtos e posteriormente aplicamos no eyewear. É um efeito spillover
positivo. O veludo nos frontais nasceu assim, porque se trata de um material
comum no dashboard dos automóveis,
onde já interferimos também. Outro exemplo foi a colaboração com a Vertu, com
quem lançámos um telefone especial feito com fibra de carbono. Agora estamos a
transferir esta tecnologias para os óculos. Estas abordagens contribuem para a
nossa estratégia de investigação e desenvolvimento.
E
considera que o mercado se tornou mais complicado por causa da crise?
A crise é sempre uma oportunidade. Todos andam
a chorar por causa da crise mas é “treta”. O facto é que, se não houvesse esta
crise o ótico continuaria a comprar Luxottica e não havia espaço para novos players.
Encontre a entrevista completa na LookVision
Portugal nº 30.