A diretora do departamento de ótica da
Universidade de Complutense de Madrid estará em Portugal para explicar, em
primeira mão, os meandros da investigação da luz como
fatores tóxicos para o sistema visual e a sua proteção através do que filtro
CSR (Certificado de Segurança Retiniana). A sua conferência terá lugar dia 14
de fevereiro, durante o 6º Congresso Nacional da Ótica Ocular, na sala C6/C7,
pelas 17:15 horas.
Celia Sánchez-Ramos e a sua equipa conseguiram
provar os efeitos nocivos da exposição excessiva à luz, especialmente a luz
azul e branca. As consequências são devastadoras, com o aumento de danos e até
mesmo morte das células do epitélio pigmentar da retina. Se considerarmos que
hoje a população em geral passa mais de seis mil horas por ano submetida à
iluminação natural e artificial, extrapola-se facilmente os malefícios
aumentados para a saúde retiniana, sendo que este é um tecido que não se
regenera.
Como proteção contra esta luminosidade
específica, os investigadores de Madrid apresentaram o filtro amarelo por ser o
mais semelhante aos processos de defesa naturais do olho. E assim surgem as
lentes CSR da Prats, empresa que assumiu a produção do filtro resultante do
trabalho de Celia Sánchez-Ramos.