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Janeiro 2016

Doenças oculares relacionadas com reservas de energia nas células da retina

Um estudo liderado pelo Instituto Nacional do Olho, dos EUA, usou a evidência de que os olhos requerem muita energia para funcionarem e manterem-se saudáveis, tal como o cérebro, e que por isso usam-na de forma supereficiente e com pouca capacidade de reserva. Este diminuto armazenamento de energia pode explicar a vulnerabilidade ocular às doenças degenerativas.

Dois exemplo são a retinite pigmentosa e a degenerescência macular relacionada com a idade, em que os fotorecetores são as primeiras células a morrer. Estas células são responsáveis pela conversão da luz em sinais elétricos enviados ao cérebro. As suas pesquisas em ratos provaram que as mitocôndrias dos fotorecetores operam a 70 a 80 por cento da sua capacidade máxima, com poucas reservas, ou sejs, operam em permanente stress metabólico.

Um melhor entendimento de como as células do olho se tornam suscetíveis a estas patologias pode apontar para bio marcadores que ajudem a identificar pessoas em risco e, claro, no desenvolvimento de potenciais terapias.


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