Um estudo liderado pelo Instituto Nacional do
Olho, dos EUA, usou a evidência de que os olhos requerem muita energia para
funcionarem e manterem-se saudáveis, tal como o cérebro, e que por isso usam-na
de forma supereficiente e com pouca capacidade de reserva. Este diminuto
armazenamento de energia pode explicar a vulnerabilidade ocular às doenças
degenerativas.
Dois exemplo são a retinite
pigmentosa e a degenerescência macular relacionada com a idade, em que os
fotorecetores são as primeiras células a morrer. Estas células são responsáveis
pela conversão da luz em sinais elétricos enviados ao cérebro. As suas
pesquisas em ratos provaram que as mitocôndrias dos fotorecetores operam a 70 a
80 por cento da sua capacidade máxima, com poucas reservas, ou sejs, operam em
permanente stress metabólico.
Um melhor entendimento de como as células do
olho se tornam suscetíveis a estas patologias pode apontar para bio marcadores
que ajudem a identificar pessoas em risco e, claro, no desenvolvimento de
potenciais terapias.