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Janeiro 2016

Allan Rasmussen: O homem que compreende o rosto

Allan Rasmussen diz que é um homem simples, nós chamamos-lhe um homem que sabe o que quer. O chief designer da Prodesign sempre soube que o design era a sua vocação, mas o caminho até lá foi repleto de curvas e contracurvas. Desvios e atalhos que teceram a sua capacidade de ampliar olhares apenas com lápis e caneta. Porque o bom design tem essa capacidade mágica, de destacar o que há de melhor nas pessoas. E essa é a missão de Allan Rasmussen.

Esta história começa com um optometrista e acaba com um designer. Como passou da técnica para a arte?

Eu sempre quis seguir este rumo do design. Quando era mais novo, estava até mais virado para o design de moda. Mas sempre fui um pouco mais impaciente do que a maioria das pessoas. Eu queria criar boa moda e bons produtos, mas foi muito difícil para mim ir para boas escolas de arte, por causa do local onde nasci e fui criado. Os estudantes de design tinham 25/26 anos e eu tinha apenas 18, e queria continuar com a minha vida. Por isso, estava basicamente a concentrar-me no ensino secundário que tinha e em ver o que podia fazer com isso. Uma das áreas de formação que poderia seguir era a optometria e, como sempre fui bom em matemática e nas áreas técnicas, senti que podia ser um ramo interessante. Mesmo quando comecei a estudar optometria, mantive sempre o design na cabeça e acabei por pensar que poderia vir a tornar-me um designer de eyewear. Por isso, não foi uma coincidência. Foi algo premeditado. Mas antes trabalhei como ótico, o que aconteceu por volta de 1991, e só em 1999 é que comecei a trabalhar na área do design. Foram oito anos como optometrista e gerente de óticas que me proporcionaram o know-how necessário para conhecer o mercado por dentro.

O que faltava ao design de óculos antes de começar a desenhar eyewear?

As ideias conceptuais do eyewear eram boas, mas o que eu acho que fazia falta, para ser honesto, era algo tão simples como bons formatos e cores. Senti muitas vezes que as armações eram boas para a montra ou para a prateleira mas não para a cara. Eu estudei a cara muito cuidadosamente e sinto que foi muito fácil para mim fazer melhor que muitos dos concorrentes, mesmo desde o inicio, porque eu compreendia a “cara”. E isto é o que eu tento realmente transmitir aos designers à minha volta e isso foi o que eu quis mudar quando comecei. E, para ser honesto, continua a ser aquilo em que acredito.

Os óculos perfeitos fazem o rosto perfeito…

O importante não é, nem deve ser, a armação, mas sim a pessoa. Deve ser algo que faça os amigos e colegas dizer “Meus Deus, tu ficas bem com esses óculos!” e não “Meu Deus, esses óculos ficam-te bem”.

Leia a entrevista completa na LookVision 41


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