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Março 2016

Lentes de contacto: A força de um produto em ascensão

O segmento retalhista da ótica, na sua generalidade,  tem nas lentes oftálmicas a sua maior fonte de vendas, mas numa sociedade sempre mais intensa e exigente e com a supremacia da imagem a impor-se, assegurar uma solução para além dos óculos pode ser importante. Tem sido este o grande chamariz dos consumidores para as lentes de contacto.

Ainda há poucos anos representava um produto de difícil acesso, pelas soluções limitadas que proporcionava. Porém, a ciência e a indústria debruçaram-se sobre esta resposta à acuidade visual, que em alguns casos tem também uso terapêutico. De rígidas a maleáveis, de limitadas nas graduações a aplicações amplas, de incómodas a verdadeiras “poças” de conforto oxigenado, as lentes de contacto estão no centro das conquistas do setor.

Abrimos aqui então as páginas da LookVision Portugal à “voz” de quem investiga e corre atrás de soluções vanguardistas e abrangentes, das empresas que usam esta informação para produzir verdadeiros “focos” de futuro e ainda aos embaixadores primordiais deste segmento: os óticos.

As lentes de contacto em números

Os investigadores ligados à saúde visual da Universidade do Minho vêm avisando desde as primeiras Jornadas de Contactologia que este mercado têm um potencial e crescimento sem igual no mercado da ótica. De facto, diferentes estudos de diferentes fontes demonstram que só uma ínfima parte da população amétrope recorre às lentes de contacto.

Segundo a Vision Needs Monitor, Market Probe de 2015, entre uma amostra de 2004 portugueses, estimou-se que 68 por cento da população portuguesa usa óculos e metade tem mais de 44 anos. Destes, só sete por cento usa lentes de contacto e 83 por cento nunca sequer experimentou esta opção, sendo que 22 por cento deles não imagina colocar um corpo estranho no olho. Importante referir que 10 por cento afirma que o seu ótico não recomendou o uso das lentes de contacto.

O dado central deste inquérito está nos 26 por cento das pessoas que nunca experimentaram lentes de contacto, admitem estar dispostos a experimentar a curto prazo, caso a graduação esteja disponível, e 24 por cento pensa fazê-lo no futuro. Interessante é também o número elevado de usuários com menos de 24 anos, 31 por cento, e que grande parte dos seguidores do produto são mulheres, 61 por cento.

O abandono centra-se nos 10 por cento de utilizadores, 30 por cento dos quais por desconforto e irritação, 17 por dificuldade de manuseamento, 11 por dificuldades de visão e nove pelo preço. Entre quem adere às lentes de contacto, 58 por cento usa esféricas e 32 por cento tóricas, 76 por cento mensais/quinzenais e 16 por cento diárias.

Já o International Contact Lens Prescribing Survey Consortium, do qual a Universidade do Minho faz parte desde 2007, referiu a assimetria das faixas etárias dos utilizadores. representando mais de 15 por cento dos estudantes universitários e muito abaixo desse valor em faixas etárias mais precoces e mais avançadas.

Contudo, esta realidade está a mudar com a crescente adaptação de lentes de contacto a crianças antes dos 12 anos com o intuito de diminuir a progressão da miopia e em pacientes de mais de 45 anos para a correção da presbiopia. Este último segmento domina e tem feito aumentar a idade média dos usuários de lentes de contacto nos últimos anos de um modo mais expressivo nalguns países como o Canadá, Reino Unido, Estados Unidos e mesmo Portugal.

Leia o artigo completo na LookVision Portugal 42.


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