O optometrista de Coimbra, Miguel Caixinha, está
envolvido no desenvolvimento de uma ferramenta que eleva a cirurgia da catarata
para um nível superior. Com o interesse já cultivado entre empresas
internacionais de dispositivos médicos, o próximo passo é a patente
internacional e a disseminação do dispositivo pela comunidade dedicada à saúde
visual.
O que faz
exatamente o novo invento? Como funciona e que material envolve?
Com base num conjunto de caraterísticas
extraídas, o protótipo desenvolvido consegue determinar automaticamente, com um
grau de precisão muito elevado, e em tempo real, a dureza de qualquer tipo de
catarata (ou de um cristalino saudável), o seu grau de severidade e localização
exata no cristalino, de forma não invasiva. O dispositivo funciona com
tecnologia wireless, e permite que os
dados do exame sejam enviados por rede e recebidos, interpretados e
visualizados num tablet, PC ou smartphone por exemplo. O clínico pode receber o resultado completo
do exame no tablet segundos após a
realização deste, graças ao hardware
e tipo de programação envolvida. A informação da dureza
da catarata representa, em ambiente clínico e, em particular, na cirurgia da
catarata, uma informação relevante, na medida em que a energia usada na
“destruição” da catarata por facoemulsificação se relaciona com a sua dureza,
nomeadamente quando se tratam de cataratas densas. Uma vez que algumas
complicações cirúrgicas estão ligadas com a estimação desajustada da energia de
facoemulsificação, a informação da energia ótima a usar na “destruição” da
catarata a extrair, representará naturalmente uma ferramenta útil de apoio à
cirurgia, com vista à minimização dos riscos cirúrgicos de um procedimento que
tem níveis de segurança bastante elevados. O objetivo é que a informação
resultante do trabalho desenvolvido seja integrada em sistemas de comerciais de
facoemulsificação.