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Outubro 2016

Miguel Caixinha Uma nova luz sobre a catarata

O optometrista de Coimbra, Miguel Caixinha, está envolvido no desenvolvimento de uma ferramenta que eleva a cirurgia da catarata para um nível superior. Com o interesse já cultivado entre empresas internacionais de dispositivos médicos, o próximo passo é a patente internacional e a disseminação do dispositivo pela comunidade dedicada à saúde visual.

O que faz exatamente o novo invento? Como funciona e que material envolve?

Com base num conjunto de caraterísticas extraídas, o protótipo desenvolvido consegue determinar automaticamente, com um grau de precisão muito elevado, e em tempo real, a dureza de qualquer tipo de catarata (ou de um cristalino saudável), o seu grau de severidade e localização exata no cristalino, de forma não invasiva. O dispositivo funciona com tecnologia wireless, e permite que os dados do exame sejam enviados por rede e recebidos, interpretados e visualizados num tablet, PC ou smartphone por exemplo. O clínico pode receber o resultado completo do exame no tablet segundos após a realização deste, graças ao hardware e tipo de programação envolvida. A informação da dureza da catarata representa, em ambiente clínico e, em particular, na cirurgia da catarata, uma informação relevante, na medida em que a energia usada na “destruição” da catarata por facoemulsificação se relaciona com a sua dureza, nomeadamente quando se tratam de cataratas densas. Uma vez que algumas complicações cirúrgicas estão ligadas com a estimação desajustada da energia de facoemulsificação, a informação da energia ótima a usar na “destruição” da catarata a extrair, representará naturalmente uma ferramenta útil de apoio à cirurgia, com vista à minimização dos riscos cirúrgicos de um procedimento que tem níveis de segurança bastante elevados. O objetivo é que a informação resultante do trabalho desenvolvido seja integrada em sistemas de comerciais de facoemulsificação.


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