Philippe Vergez, designer de profissão e inconformado de alma, apresentou o seu
novíssimo projeto eyewear, sonhado
ainda enquanto criador dos acessórios da Evita Peroni, e trazido à luz agora.
Philippe V promete excentricidade e detalhes encantadores em cada peça, no
feminino e no masculino, com curvas desenhadas em segredo, perfeitas e
adaptáveis a todos os rostos de forma confortável e glamorosa.
Como nasce
esta Philippe V?
Philippe
Vergez: Já nos tempos em que desenvolvia a marca Jee
Vice conjecturava criar uma linha masculina, mas tive que me focar nos
problemas com os meus investidores e essa ideia ficou no meu arquivo pessoal.
Fui sonhando, até que há três anos reencontrei um amigo, o reputado
publicitário Thierry Halbroth, que acabaria por tornar-se o terceiro elemento
desta equipa. Crescemos juntos, na mesma cidade, perto de Biarritz, e na altura
em que estava a mudar-me para Hong Kong ele vivia lá .Trabalhámos juntos e depois,
já no ano passado, decidimos lançar a Philippe V. Depois, ao grupo juntou-se o Jean.
D Lahirle que conhece o Thierry há 20 anos e está na indústria da moda há
muitos anos.
A
experiência que o Philippe traz da Jee Vice é vantajosa?
PV:
Com a Jee Vice ganhei uma reputação sólida nos EUA e, por isso, a receptividade
à introdução da Philippe V foi incrível, principalmente por estarem perante um
produto de caraterísticas muito especiais. É feito na China e, embora ainda
seja difícil de aceitar para muitos, pode fazer-se um trabalho melhor ali que
na Europa, em alguns aspetos. E, na realidade, 99 por cento das marcas de topo
são feitas lá e até algumas marcas japonesas apostadas no titânio.
Como se
sentiu ao regressar ao rebuliço do mercado eyewear?
PV: No
início foi um pouco desconfortável observar o trabalho das grandes empresas, o marketing e fabrico de massa, a produção
de pouca qualidade, as lentes más...Acredito que estas são estratégias que, a
longo prazo, se transformam numa espécie de “tiro no próprio pé”. Mas por outro
lado, existe um lugar para nós, para quem trabalha qualidade e isto é positivo.
Para o consumidor ainda é um campo dúbio, pois têm em mente que algumas marcas
conhecidas são sinónimo de qualidade mas não é verdade. Acabam por não
compreender porque outras insígnias menos conhecidas são mais caras.
Entrevista completa na LookVision Portugal 50.